OLOKUM


OBRA CEGA

 

Nada sei

e o que presumo

emudeceu

de perfeição

 

*

 

Obscura pauta

entre as mandíbulas

oro

 

sentindo a estepe

na planta

dos pés

 

(CONTINUA ABAIXO)



Escrito por Alapalá às 16h40
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*

 

Escrito a cal

este reboco

Obra Cega

de merda

seca & sal

 

Boa Noite

Anjo Azul

olhar

com menino

por trás Só

 

a dor imita

o cursivo oculto

da adaga

tinta

de sonhos

 

 

(CONTINUA ABAIXO)



Escrito por Alapalá às 16h40
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*

 

Em diferido

noutra álgebra

uma sombra

alojou o coração

 

 

anfíbia filigrana

d’água rosada

ânfora ausente

luz de jade

 

suspeita se

 

*

 

Esquivas minhas

sandálias pardas

cavo com elas

pegadas de prata

 

 

(Do poeta angolano David Mestre, 1948-1997)



Escrito por Alapalá às 16h40
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